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Archive for the ‘Política’ Category

Demagogia Socialista vs Mercados do Futebol – O caso francês

Numa altura em que Sarkozy afirma que Sócrates está a mais em Paris, e em que o socialista Hollande se mostra cada vez mais “perigoso” para a recandidatura de Sarkozy, nada como deixar a demagogia socialista atingir níveis estratosféricos para começar a dar tiros nos pés.

Socialist Party candidate François Hollande, frontrunner in the French presidential election, was trying to score some cheap points against President Nicolas Sarkozy—who’d been criticized for his cozy relationship with the rich. “I don’t like the rich,” he said—and followed up on February 27 on TF1, a French TV network, when he trotted out some ideas, such as the perennial favorite of capping gasoline prices. But most intriguingly, he offered his raptly listening compatriots two new income-tax brackets: 45% on income over €150,000 ($195,000) and 75% on income over €1,000,000.

“The considerable increases in remuneration of the bosses of the CAC 40—” he said about the CEOs of the largest publicly traded companies in France “—two million euros per year on average, how can we accept that?” And he went on very sensibly: “What I appreciate is talent, work, and merit, as those enable France to move forward,” he said. “What I do not accept are indecent wealth and remuneration….”

Published figures on how many taxpayers would be impacted are not available. Estimates are in the 15,000 to 20,000 range, perhaps up to €250 million in additional tax revenues. Even if small, it’s “a message of social cohesion,” he said, and not just that, but it’s also a sign of “patriotism to accept to pay additional taxes to put the country back on its feet.”

France does need to get back on its feet. Unemployment is rising. New vehicle sales are plunging, and French automakers—members of the CAC40—are threatening with layoffs, the bane of any socialist. And it’s just the beginning.

The “Hollande Tax,” as it was lovingly dubbed, was aimed at corporate compensation schemes. While CEOs broke into a cold sweat as they pressed their iPhones to their ears to better hear the whispered strategies of their offshore bankers, a hullabaloo broke out in a totally unexpected area: le foot … soccer, France’s national sport.

“Our best players, who are in a global market, will leave,” lamented Frédéric Thiriez, president of the Professional Football League. Players chimed in. Christophe Jallet, defender at the Paris Saint-Germain, one of the most prestigious soccer clubs in France called it “working for nothing.” Sports Minister David Douillet said that the measure would destroy professional soccer in France, that the industry would lose money, and that €600 million in tax revenues derived from it would disappear. Hundreds of millions more would be lost from publicly financed stadiums that would no longer attract large crowds. The top players would continue to earn many millions per year, but somewhere else. And French soccer clubs would die.

It hit home. Soccer is the sport of the people. Even the poor and the perennial underclass of North African descent and the otherwise discriminated-against proletariat, and even François Hollande himself, they all love soccer, and they all want France to win the World Cup in Brazil in 2014. But France won’t even be able to qualify without professional players.

Oh-là-là.

Wednesday morning, a little over a week after he’d trotted out his proposal, Hollande began to backpedal. On Europe 1, France’s largest radio network, Hollande said defensively, “We must find smoothing mechanisms for the income tax,” so that peaks, such as lump-sum payments, can be spread out over time and don’t fall into that bracket.

Also on Wednesday, former Prime Minister and fellow socialist Laurent Fabius came out to defend Hollande and at the same time whittle away at the Hollande Tax. “We are in an exceptional period, and it’s legitimate that those who are lucky enough to earn a lot of money pay an exceptional tax,” he said on RMC radio. “Afterwards, we can discuss different modalities.”Afterwards, because suddenly, it’s only going to be temporary.

The people have spoken. If it’s going to hurt soccer, the Hollande Tax is dead. And so the backpedalling process has started. But he has other problems. He dared to speak out against the austerity policies that German Chancellor Angela Merkel is imposing on the Eurozone. He wants stimulus and state-funded mega-projects instead. And he wants to renegotiate Merkel’s fiscal union pact that 25 EU member states already signed. But now word leaked out that Merkel roped in three powerful allies and lined them up against him—to keep Sarkozy in power.

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O Dominó explicado e como nos salvaguardar!

Fevereiro 24, 2012 Deixe um comentário

Desde o início da crise das dívidas soberanas muito se fala sobre o efeito dominó que a bancarrota de um dos países em dificuldades pode provocar em toda a Europa. Veja-se na tabela a exposição do sistema bancário à dívida soberana dos principais países em dificuldade em relação ao Core Tier 1 da Banca.

Isto mostra que a própria Alemanha e a França estão altamente expostas às dívidas dos PIIGS. Por essa razão, a não ser que consigam manter os contribuintes dos PIIGS a pagar, não só pelos erros dos políticos corruptos ou incompetentes, mas também pelos erros dos bancos alemães, etc., bancos estes que embarcaram na viagem iniciada com a criação do Euro emprestando dinheiro à tripa-forra aos PIIGS, estes países que estão a impôr a austeridade aos PIIGS não conseguirão escapar ao contágio.

Observe-se ainda aqui um racional sobre os riscos associados a um banco que poucos duvidariam de considerar sólido como o Deutsche Bank que entraria em sérias dificuldades no caso da bancarrota grega. Isto porque o problema não reside apenas na dívida soberana, mas no facto de no caso de haver um “default” também a dívida privada seguiria uma trajectória semelhante alargando ainda mais o contágio. Isto tudo enquanto a Grécia continua a financiar a banca europeia não só com os resgates, mas também pela oferta das suas reservas de ouro. Os contribuintes gregos estão assim prestes a alienar o pouco que lhes sobra para uma corja de banqueiros, que mesmo após receberem largos milhões de Euros em condições altamente vantajosas, irão continuar a necessitar que os estados continuem a financiar buracos sem fundo. Só vejo que isto irá levar a um elevar de intensidade das guerras monetárias que actualmente decorrem. Isto porque a resposta dos bancos centrais não tem sido nada mais que atirar mais dinheiro para a economia com os fantásticos resultados que se vislumbram até à data.

Seja como for, pessoalmente não vejo que seja possível uma saída airosa de toda esta situação, mas dado o proteccionismo que é dado a determinados sectores das economias do Sul a austeridade era e é necessária para resolver estas situações, mas sozinha não será capaz de resolver todos os problemas. Por essa razão, prevejo que a zona Euro irá colapsar, ou os países que estão a financiar os resgates acabarão por aceitar a mutualização das dívidas e é por causa dessa hipótese que não vejo alternativa à austeridade, porque sem estas medidas muito dificilmente esta opção subiria à mesa das negociações.

Assim para concluir e alertar para algumas formas das pessoas se protegerem contra o que com grande certeza acontecerá fica a seguinte questão em vídeo… Na situação de possuir um qualquer valor e o tivesse de guardar por 5 anos num cofre em que formato optaria por o guardar?

Chinese subprime bubble in the making

Fevereiro 22, 2012 Deixe um comentário

aqui tinha apresentado uma relação entre a construção imparável de arranha-céus e bolhas imobiliárias, nesta reportagem podemos observar as verdadeiras cidades fantasma que os chineses estão a construir, criando riqueza fictícia. Até quando conseguirão manter o aumento artificial do PIB?

Podiam pelo menos oferecer uma casa a cada chinês…

Tratamento diferenciado

Fevereiro 21, 2012 Deixe um comentário

Guardei este post à umas semanas e publico-o agora aproveitando que este tema será certamente lembrado em inúmeros carnavais pelo país…

Tenho acompanhado nas últimas semanas com relativa atenção os vários casos que surgem quase ininterruptamente nos jornais, blogues, etc. E quero deixar já claro que não tenho nada contra a crítica, seja ela positiva ou negativa. Contudo, faz-me urticária verificar que recorrentemente os que tanto criticam e se indignam por determinadas situações, são os mesmos que em casos em tudo semelhantes no passado nem um pio de repúdio, ou quem sabe se não aplaudiram de pé.

Vodpod videos no longer available.

Os mesmos que se insurgem contra o discurso do primeiro-ministro em que apelou aos portugueses para lutar pelo país, ainda que a escolha de palavras pude-se ser mais feliz, são os mesmos que acham marcantes os discursos de sangue suor e lágrimas, ou dos que não entram no campeonato das lamúrias, entre muitos outros exemplos. Acho que não é preciso ter um curso superior para perceber qual foi o propósito da mensagem. Mas infelizmente continua a haver o mau hábito de discutir-se o acessório.

Logo depois tivemos na sequência deste fait-divert com o PPC as habituais discussões de onde tinha que sair nova fonte de indignação. Situação verdadeiramente caricata em que Pedro Santana Lopes é insultado pelo sobrinho de João Augusto Dias Rosas antigo Ministro das Finanças de Salazar, mas como não teve uma reacção, como aqui à uns anos teve quando interrompido para ser apresentada uma reportagem de última hora sobre José Mourinho, acaba por responder à letra. Por essa razão acaba por descer ao nível de Fernando Rosas o que foi pena, mas é incrível como o foco deste caso cai sobre PSL enquanto FR passa pelos pingos da chuva sem reprimenda.

Mas como neste casos, há inúmeros outros nem sempre relacionados com a política. A sociedade portuguesa é muito dada a tabus onde apenas uma certa parte da sociedade possui autoridade moral para falar, caso contrário cai o Carmo e a Trindade.

EUA no caminho para o desastre? E o resto do mundo imita!

Fevereiro 21, 2012 2 comentários

Todo o mundo está a braços com uma das maiores crises financeiras da história. Esta crise teve o seu berço à mais de uma década com medidas de desregulamentação dos mercados. Esta inadvertidamente ou não levou-nos à criação de diversas bolhas especulativas que logicamente acabaram por rebentar.

Numa situação desta gravidade os bancos centrais e governos ao invés de deixarem cair as entidades que no primeiro lugar levaram a essa queda, optaram por executar diversos bailouts a estas entidades usando para isso o dinheiro dos contribuintes.

Mas e a catástrofe que seria todas essas entidades que estão interligadas, onde a dívida de uma é a propriedade de outra, e que falhando uma todas as outras se seguiriam estilo dominó? Sim, seria dramático não ponho em causa, mas certamente seria mais justo para com todos os que não tiveram quaisquer culpas no cartório e não arriscaram em actividades financeiras com risco associado.

A realidade é que o cidadão comum desconhece em grande parte todos os movimentos que ocorrem entre estas grandes corporações e os governos. De tal forma, que estas empresas, em particular nos EUA, contratam batalhões de lobistas para literalmente comprar a classe política corrupta vigente. Enquanto isso, os bancos centrais lá vão injectando milhões nas contas destas entidades falidas de modo a mantê-las à tona, à custa da pobreza de todos os que não têm acesso aos que ditam as leis e que vão sofrendo com o aumento dos preços que resulta da diluição do valor da moeda.

Veja-se por exemplo a distinta forma como as campanhas de angariação de fundos ocorrem, onde os multi-milionários têm direito a tempo de antena exclusivo, enquanto os populares têm de se contentar a um discurso pré-fabricado sem qualquer contacto com os candidatos. Estes burocratas não estão preocupados com a populaça a não ser que esta se revolte e ameace seriamente o seu status quo.

Atendendo a todos os dados que se podem observar neste local que muitos querem destruir, pela facilidade com que a informação é transmitida sem restrições, sinto que ainda há muitas pessoas que não têm a mínima noção do que nos espera e não estão preparadas para o colapso que muitos já vêm advogando. Entretanto, as autoridades competentes vão continuando a indicar que tudo está bem, que estão a ser efectuadas as medidas para corrigir os problemas. Realmente várias medidas estão a ser efectuadas, mas veja-se só para quem vão os bailout’s do caso grego.

Muito mais teria para falar, só o vídeo que aqui apresento tem inúmeros temas importantes, mas para não ficar um post demasiado largo, nem demasiado confuso, fico-me por aqui. Mas noutros posts continuarei a falar sobre o perigoso mundo em que vivemos actualmente.

Demissão justificável

Fevereiro 21, 2012 Deixe um comentário

Por muito que discorde de muitas das opiniões que são dadas no Aventar. Este é um blogue que gosto imenso de acompanhar até para poder contrabalançar as minhas opiniões em relação aos mais diversos assuntos que aí são discutidos. Hoje foi levantado um tema bastante interessante que relaciona a recente demissão do presidente alemão com a contestação que se gerou à sua volta relacionado com os casos de corrupção e tráfico de influências. Associou-se assim palavras do presidente alemão, que se demitiu afirmando já não ter a confiança de uma maioria dos seus eleitores, aos apupos que se observaram em Gouveia ao primeiro-ministro português.

Gostava neste caso de lembrar as sondagens actuais que ainda mostram uma maioria dos 2 partidos que actualmente nos governam em coligação. Será que devemos passar a defender que se algumas centenas de pessoas se manifestarem os governos devem cair? Será isto que é democracia?

Qual o momento da demissão?

Mas no fundo não posso deixar de louvar a existência de governantes no mundo que sabem identificar quando estão a mais, situação que só com muita dificuldade se observaria neste rectângulo dado o apego ao poder que os nossos governantes realmente revelam. Sendo os casos óbvios os de autarcas que se perpetuam nas suas funções, mesmo após condenações ou dúvidas sobre as suas actividades. E claro, não esquecer o político não profissional à mais tempo em funções.

Da falta de sentido crítico

Fevereiro 20, 2012 Deixe um comentário

Lê-se aqui uma história comovente de uma trabalhadora do estado que foi obrigada a mudar as suas funções, com a justificação da política de mobilidade. São apresentados alguns argumentos que permitem elevar a indignação contra o que foi feito contra esta pobre senhora e em prejuízo de todos os cidadãos. Até aqui tudo bem, não fosse qualquer pessoa com 2 dedos de testa perceber as vantagens que um serviço privado de limpezas pode trazer a uma qualquer empresa ou entidade pública. Não sendo esse o “negócio” de uma determinada entidade, ter pessoas dedicadas a essa necessidade, muitas vezes quando o trabalho se consegue efectuar sem necessidade de ter essas pessoas a tempo inteiro e atendendo ainda às presumíveis poupanças que se conseguem obter com os custos associados à gestão de toda a envolvência relacionada (detergentes, aspiradores, etc.), rejeitar o privado só porque este cobra mais do que a senhora recebia é inferiorizar todo o trabalho que é realmente realizado por este tipo de empresas.

Não ponho em causa a existência de favores ou não, ou se o valor cobrado pelo privado não será excessivo, gostava apenas de desejar um maior sentido crítico ao que se escreve ou apresentação de factos reais e não apenas suspeições. Já era hora de deixar-mo-nos de demagogias baratas, se há coisas que devemos mudar apresente-se soluções melhores e bem fundamentadas.