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Eu a pensar que não havia maneira de isto continuar…

Quando li aqui que na senda da troca de galhardetes que fui cobrindo com relativo interesse (aqui, aqui e aqui) entre insurgentes e o Paulo Guinote, a saga ainda está viva com um estudo aprofundado deste último sobre a temática. Por essa razão tive curiosidade de ler os mesmos para ver que mais argumentos estavam a surgir.

Dando só mais umas achegas à resposta insurgente queria adicionar…

Neste primeiro artigo só me apetece mesmo adicionar que no máximo conseguiu provar que serão necessários mais professores porque há cada vez mais adultos para entrarem nas NO.

No segundo artigo não consigo visualizar esse aumento de alunos tão significativo além do efeito NO em 2009. Excepção feita ao pré-escolar que facilmente se argumenta também que são cada vez menos as crianças que ficam com os pais ou avós nessas fases das suas vidas. A tendência a 20 anos é uma vez mais claramente negativa se retirarmos o efeito NO.

Em relação ao terceiro artigo peço que se repare no gráfico que apresento de seguida que se inicia novamente em 1990 (escolhido aleatoriamente por ser o ano em que entrei na escola :)) e que mostra o número de professores por aluno. A tendência está à vista, mas não deixa de ser curioso que a partir de 2009 se verifique um aumento significativo desse valor em boa parte derivado do efeito NO. Por sua vez no pré-escolar o rácio mantém-se. Pode-se ainda argumentar que a distribuição não é uniforme e acredito que devem existir diversas assimetrias, mas isso não invalida que o problema não seja a quantidade, mas antes a estratégia de alocação de recursos.

Por último no quarto artigo não tenho nada a acrescentar à resposta de Miguel Botelho Moniz.

Queria ainda deixar um crítica ao argumento intervencionista ao qual já aqui referenciei que não deve ser função do estado abrir ou não vagas formativas para determinadas áreas. Afinal se a procura é grande é normal que exista oferta para essa procura. O problema está na ideia errada que um emprego no funcionalismo público, particularmente na área docente é um trabalho estável e onde se permitem (e bem) salários acima da média nacional. O único mal esteve nessa ideia falsa que ao longo de décadas se tornou dogma na sociedade portuguesa.

Bem com tudo isto a guerra de comentários ressurgiu, alguns deles de bradar aos céus como este que sonhou que este ano os nascimentos tinham aumentado… O Rodrigo Moita de Deus deve ter postado uma notícia fictícia só pode. Será possível não haver noção do ridículo de certas afirmações?

Nota final: Todos os dados para gerar os gráficos foram retirados do Pordata

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