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Austeridade da semana

Como todos pudemos observar o governo prepara-se para tributar extraordinariamente um conjunto significativo de trabalhadores até a um máximo de 1/28 do rendimento anual de cada cidadão. Ora esta medida é naturalmente impopular, mas é na minha perspectiva uma consequência normal de uma governação falhada do Eng. Sócrates que até falava em excedentes no 1º trimestre do ano (Claramente mais uma de muitas mentiras que o nosso querido ex-líder nos deixou).

Ora pode-se criticar vários pontos desta medida, desde o atacar os trabalhadores independentes que não têm direito ao 13º mês. Ora aqui fica a primeira crítica à forma como foi anunciada a medida. PPC queria tornar mais perceptível a medida e relacionando-a com um corte no subsídio de Natal era uma forma simples de entender para todos os que o escutassem. Contudo, e pelo que pude entender, tecnicamente esta medida é um imposto sobre o rendimento anual, daí que as críticas sobre o facto dos trabalhadores independentes irem pagar aquilo que não recebem não se aplica. Terá acima de tudo sido um erro na forma como comunicou ao país.

Depois ainda nos devemos lembrar que a taxa a ser aplicada depende do rendimento, sendo mais alta para quem tem maiores rendimentos. Daí que hoje leio no DE Pedro Sousa Carvalho fala sobre…

os milhares de portugueses que todos os anos contam com o subsídio de Natal para acertar as contas no final do ano, amortizar créditos, pagar contas, o seguro do carro, ou simplesmente para juntar um pé-de-meia

Ora esses portugueses que realmente necessitam não serão demasiadamente afectados (pensionistas com reformas de míseria, pessoas com rendimentos até 1000€ só irão perder até um máximo de 20% do subsídio de Natal, sendo que de 500€ para baixo estão completamente excluídos desta medida. Assim os restantes é minha opinião que pensando melhor na forma como gastam o dinheiro poderiam ter-se aprovisionado contra este tipo de situações que estavam bem à vista de poder acontecer. Infelizmente o português é uma pessoa que gosta de ostentar o que não é e para isso endivida-se além do necessário e depois quando um pequeno pormenor se altera, entra em colapso!

Mas ainda assim esta é uma medida que espero sinceramente que seja extraordinária por parte deste novo governo já que os portugueses estão fartos de paliativos e que estes não aceitarão mais quaisquer sacrifícios por incompetência de quem nos governa!

Lembrar ao actual governo que ainda estou a aguardar pelas medidas que nos permitirão poupar os restantes milhões para compensar o descalabro do 1º trimestre e provavelmente do 1º semestre inteiro.

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Categorias:Economia, Opinião, Política
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